Seminário de Especialização em Serviço Social e Segurança

Apresentação

 

Os assistentes sociais desenvolvem a sua atividade no terreno, designada intervenção direta junto das populações e das comunidades, embora nos últimos anos a administração os remeta mais para um trabalho de gabinete e de gestão/administração dos serviços sociais. Exemplos disto, temos a medida do Rendimento Social de Inserção, quando coloca os assistentes sociais mais numa missão de receber o pedido, introduzir os dados no computador, o que contraria o princípio nobre da medida ou seja, o Plano de Inserção, onde deveriam intervir totalmente os assistentes sociais.

No quadro da tensão social presente na sociedade portuguesa, a agudização das medidas de austeridade social, o aumento de desemprego, de pobreza, crime e agressão social, creio estarmos perante a explosão da sociedade do risco. Há neste contexto que questionar a segurança destes profissionais que se apresentam às comunidades locais, populações e pessoas como interlocutores e protagonistas de medidas de política social utópicas ou insuficientes para atender às suas necessidades. Profissionais que trabalham maioritariamente sozinhos, dada a diminuição de recursos que as equipas integram.

Assim estão os assistentes sociais expostos a situações de risco da sua integridade física e familiar. Alguns serviços institucionais têm hoje seguranças ou rececionistas que prestam auxilio e ajuda em situações difíceis. Na comunidade os assistentes sociais dispõem apenas do serviço de polícia e só em situações consideradas muito graves.

O impacto que quero levantar é como estamos a discutir com as entidades competentes este problema num quadro ético e deontológico do Serviço Social? Não teremos de discutir a forma como garantimos segurança a estes profissionais sem alterar a relação de confiança, a imparcialidade, intimidade que devemos assegurar com o sujeito de intervenção num quadro de compromisso, respeito e responsabilidade? Associa-se a tudo isto, as instalações onde trabalham os assistentes sociais estão preparados com medidas de segurança? Estão articuladas com o serviço de polícia ou outro? Têm portas de saída de emergência? Ou por vezes são espaços exíguos, sem janela, cujo sujeito de intervenção é o que está mais próximo da porta.

Esta é uma das muitas questões que entram no grupo dos dilemas éticos do assistente social no exercício profissional e que deve ser analisada e refletida no quadro do código de ética e deontológico do Serviço Social.

Destinatários

Titulares de licenciatura.

Coordenação

Jorge Manuel Leitão Ferreira

Equipa Docente

Pedro Miguel Duarte da Graça

Programa

I.    Dimensões concetuais de: segurança, ameaça, risco e violência;
II.   Comunidades de risco e comunidades fechadas de grande vulnerabilidade social;
III.  Planeamento da intervenção de serviço social em segurança consoante o nível de risco;
IV.  Adequar a intervenção e promover alianças privilegiadas em comunidades de risco;
V.   Relações de parceria;
VI.  Enquadramento jurídico;

1)     Conceito de crime Vs risco;
2)     Ação penal;
3)     Conhecimento de crimes Vs papel do Assistente Social;
4)     Incapacidades;
5)     Comunicação de um crime;

VII.        Serviço Social e Segurança;

1)     Técnicas individuais;
2)     Técnicas operacionais;

VIII.  Autoproteção em intervenção de risco;
IX.    Exercício prático.


Data de realização

De 14 a 18 de Maio de 2018.

Horário

De Segunda a Sexta-feira, das 18h00 às 22h30 (incluiu um intervalo de 30 minutos)

Duração

Datas

Dias

Horário

1 semana

14 de Maio 2018

segunda-feira

18h00-22h30

15 de Maio 2018

terça-feira

18h00-22h30

16 de Maio 2018

quarta-feira

18h00-22h30

17 de Maio 2018

quinta-feira

18h00-22h30

18 de Maio 2018

sexta-feira

18h00-22h30


Custo

200,00€ ao qual acresce o valor de inscrição (10,00€) e de candidatura (25,00€).

Candidaturas

De 5 de fevereiro a 6 de maio de 2018.O número de vagas para este curso é de 35.
Candidaturas Online - [Candidate-se aqui]

Inscrições
De 9 a 15 de Maio de 2018.


Para mais informações:
IPPS-IUL – Instituto para as Políticas Públicas e Sociais 
Av. das Forças Armadas, Edifício I, Gabinete 1W7, 1649-026 Lisboa
Horário de atendimento:
De segunda a sexta feira das 10h00 – 12h30 | 14h30 – 17h00
[Em período de aulas, 5ªf reabre das 18:00 às 19:00]
Ou por correio eletrónico, para geral.ipps@iscte-iul.pt
Telefone - 210 464 021 - Ext.292100




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