Política, Economia e Sociedade em Portugal
O Panorama 2026 inaugura uma nova publicação anual do IPPS-Iscte, que antecipa algumas tendências que marcarão o ano que se inicia em áreas cruciais para o desenvolvimento do país. Pensado para complementar um outro documento que vem sendo publicado anualmente desde 2019, o Estado da Nação e as Políticas Públicas, esta publicação corresponde à missão do IPPS-Iscte: qualificar o debate em torno das políticas públicas.
O Panorama obedecerá a uma estrutura idêntica todos os anos e está organizado em duas partes:
- Na primeira, são analisados os resultados de um estudo de opinião que reflete a forma como os portugueses perspetivam o ano seguinte;
- Na segunda, investigadores, especialistas em cada uma das áreas, realizam um exercício prospetivo em cinco domínios determinantes: dos desafios geoestratégicos à evolução da situação política, passando pelo cenário macroeconómico e pela evolução quer do mercado de trabalho, quer dos rendimentos dos portugueses.
Pode consultar o relatório completo no botão localizado no lado direito da página.
Poderá, ainda, consultar o relatório, capítulo a capítulo, nos separadores seguintes.
O que podemos esperar de 2026
Autor
Pedro Adão e Silva (Iscte ‒ Instituto Universitário de Lisboa)
CAPÍTULO COMPLETO
Destaque:
É adequado partir do reconhecimento das fragilidades das previsões. O que não deve impedir, contudo, que se procure, com base na melhor informação conhecida e sustentado na análise de eventos passados, identificar padrões futuros
O que esperam os Portugueses do ano de 2026
Autores
Pedro Adão e Silva (Iscte ‒ Instituto Universitário de Lisboa)
Isabel Flores (Iscte ‒ Instituto Universitário de Lisboa)
CAPÍTULO COMPLETO
Destaque:
De acordo com os inquiridos neste estudo de opinião, o ano de 2026 não será muito diferente do de 2025. Esta ideia de um futuro próximo marcado pela continuidade é transversal a todos os aspetos abordados: da situação política nacional passando pela esfera internacional até à economia doméstica.
Relativamente à situação internacional, diria que o próximo ano será melhor, igual ou pior do que 2025?

Portugal e o seu futuro geopolítico num Mundo em divórcio litigioso
Autor
Bruno Cardoso Reis (Iscte ‒ Instituto Universitário de Lisboa)
CAPÍTULO COMPLETO
Destaque:
Ser um país periférico pode ser uma vantagem para Portugal, o que torna mais distante e improvável uma ameaça militar convencional, mas a Rússia também é uma potência naval e tem apostado cada vez mais em ciberataques, desinformação, sabotagem, assassinatos, e na guerra, na zona cinzenta, o risco é ser o elo mais fraco
Conflitos armados, número de mortos, por país, em 2024
Fonte: Our World in Data

Presidenciais 2026: a primeira volta de 18 de janeiro
Autor
Filipe Nunes (Iscte ‒ Instituto Universitário de Lisboa)
CAPÍTULO COMPLETO
Destaque:
A proliferação de sondagens pré-eleitorais no espaço público pode conduzir os eleitores a uma antecipação do voto estratégico, escolhendo mais com “a cabeça” do que com “o coração” logo na primeira volta
Sondagens de novembro de 2025, com média Pitagórica/Intercampus/ICS-Iscte

Portugal 2026: fim dos impulsos, regresso das fragilidades?
Autora
Sofia Vale (Iscte ‒ Instituto Universitário de Lisboa)
CAPÍTULO COMPLETO
Destaque:
Enquanto pequena economia aberta, Portugal continua particularmente sensível a choques externos e a flutuações no ciclo europeu – uma vulnerabilidade que resulta, sobretudo, de uma especialização produtiva concentrada em setores de baixo valor acrescentado
Taxa de crescimento do PIB Real (%)
Fonte: AMECO

Cerca de 13 mil trabalhadores por ano podem ficar presos em contratos a prazo
Autor
Paulo Marques (Iscte ‒ Instituto Universitário de Lisboa)
CAPÍTULO COMPLETO
Destaque:
A teoria do mercado de trabalho segmentado sublinha que estes segmentos quase não comunicam entre si: quem entra “pela porta” da precariedade tem grande dificuldade em passar para o núcleo estável
Percentagem de trabalhadores com contratos a termo (15-64 anos), em Portugal e na EU-27, 2002-2024
Fonte: Eurostat, Labour Force Survey

Outlook dos Rendimentos 2026
Autor
Frederico Cantante (CoLABOR, Laboratório Colaborativo para o Trabalho, Emprego e Proteção Social)
CAPÍTULO COMPLETO
Destaque:
O aumento relevante da remuneração média verificado nos últimos anos tem sido insuficiente para acompanhar a subida do custo da habitação, que assumiu uma expressão hiperbólica em alguns territórios do país
Diferença entre salário nominal e real
Fonte: DataLABOR

